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Pivetta diz que Wellington virou réu no STF e rebate impugnação

A campanha do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição, afirmou nesta quarta-feira (19) que recebeu com “tranquilidade” o pedido de impugnação de sua candidatura apresentado pela coligação do senador Wellington Fagundes (PL).

“A iniciativa da campanha de Wellington Fagundes é um ato meramente difamatório”

Em nota (veja a íntegra abaixo), a campanha sustentou que Pivetta foi absolvido pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) das acusações relacionadas à chamada Máfia das Ambulâncias e afirmou que não há fundamento jurídico para impedir sua candidatura.

A manifestação ocorre após a coligação de Wellington protocolar no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) uma Ação de Impugnação de Registro de Candidatura contra Pivetta.

A ação sustenta que o governador estaria inelegível em razão da rejeição de contas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) envolvendo irregularidades em um convênio para aquisição de uma unidade móvel de saúde, caso relacionado à Operação Sanguessuga.

Na nota, a campanha de Pivetta reagiu direcionando as críticas a Wellington e lembrou que o senador chegou a se tornar réu no STF em investigação relacionada ao mesmo esquema.

Denúncia no STF

Em fevereiro de 2018, a Primeira Turma do Supremo recebeu, por unanimidade, denúncia contra Wellington pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), os fatos investigados teriam ocorrido entre 2001 e 2006, período em que Wellington exercia mandato de deputado federal.

“Em 2018, o Supremo Tribunal Federal recebeu, por unanimidade, denúncia contra Wellington Fagundes pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro”

O então parlamentar foi acusado de supostamente receber valores em troca da apresentação de emendas destinadas à compra de ambulâncias.

A campanha de Pivetta afirmou que a situação do governador é diferente e destacou que ele foi absolvido pelo TRF-1 das acusações criminais relacionadas ao caso. Pivetta era prefeito de Lucas do Rio Verde na época dos fatos.

Segundo a nota, a absolvição afastou a existência de ilícito penal atribuído ao governador e, por isso, o episódio não colocaria em risco seu registro eleitoral.

“A iniciativa da campanha de Wellington Fagundes é um ato meramente difamatório, se constituindo em uma grossa tentativa de enganar os eleitores”, afirmou a campanha de Pivetta.

A defesa política do governador também afirmou não enxergar “fundamento jurídico capaz de impedir sua candidatura”.

Veja a íntegra:

“A campanha seguirá apresentando à população os resultados da gestão, debatendo propostas e discutindo o futuro de Mato Grosso, com plena confiança de que a eleição será decidida pelo voto dos mato-grossenses”, concluiu a nota.

1. Em fevereiro de 2018, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu, por unanimidade, denúncia contra Wellington Fagundes pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, tornando-o réu à época na Máfia das Ambulâncias. Segundo a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República, os fatos teriam ocorrido entre 2001 e 2006, quando Wellington exercia mandato de deputado federal.

2. Wellington Fagundes foi acusado de suposto recebimento de valores em troca da apresentação de emendas parlamentares destinadas à aquisição de ambulâncias.

3. De sua parte, Otaviano Pivetta foi cabalmente absolvido pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região em relação às acusações envolvendo esse tema, ficando reconhecida a ausência de ilícito penal atribuível a Pivetta, então prefeito de Lucas do Rio Verde.

4. Portanto, a situação não coloca em risco a candidatura a reeleição do governador.

5. A iniciativa da campanha de Wellington Fagundes é um ato meramente difamatório, se constituindo em uma grossa tentativa de enganar os eleitores.

6. Por essas razões, a campanha de Otaviano Pivetta recebeu com tranquilidade o pedido de impugnação anunciado por Wellington Fagundes e considera que não há fundamento jurídico capaz de impedir sua candidatura.

7. A campanha seguirá apresentando à população os resultados da gestão, debatendo propostas e discutindo o futuro de Mato Grosso, com plena confiança de que a eleição será decidida pelo voto dos mato-grossenses.

(MidiaNews)