No Turcomenistão, um dos países mais fechados e autoritários do mundo, a vida sem redes sociais é uma realidade imposta pelo governo. Em um movimento que reforça o controle estatal sobre a informação e a comunicação, o presidente Serdar Berdymujamedov, seguindo os passos de seu pai e antecessor, Gurbanguly Berdimuhamedow, tem mantido uma política de restrição severa ao acesso à internet.
Em meados de janeiro, o líder anunciou novas medidas para intensificar a censura digital no país. Essas ações incluem o bloqueio de VPNs (redes privadas virtuais), que muitos cidadãos utilizavam para contornar as proibições e acessar plataformas de mídia social proibidas no país, como Facebook, Twitter e Instagram. A estratégia do governo é clara: limitar a exposição dos turcomenos a influências externas e manter um controle rígido sobre as narrativas internas.
A vida sem redes sociais no Turcomenistão é marcada pela dificuldade de comunicação com o exterior e pela falta de acesso a uma variedade de informações e perspectivas. Os cidadãos são obrigados a confiar em meios de comunicação estatais e em uma internet altamente filtrada, que exclui grande parte do conteúdo global. Essa situação contribui para um isolamento que afeta não apenas a liberdade de expressão, mas também o desenvolvimento econômico e social do país.
Reflexão sobre o comportamento humano e o comportamento ideal:
O caso do Turcomenistão ilustra como o comportamento humano, influenciado por estruturas de poder, pode levar à supressão de liberdades fundamentais. O desejo de manter o controle e a estabilidade muitas vezes resulta em ações que limitam a capacidade das pessoas de se expressarem, de se informarem e de se conectarem com os outros.
O comportamento ideal em qualquer sociedade seria aquele que valoriza e promove a liberdade de expressão, o acesso à informação e o respeito pelos direitos humanos. Uma governança que encoraja a participação cidadã, a transparência e a responsabilidade é essencial para o desenvolvimento de comunidades saudáveis e resilientes. Em um mundo ideal, os líderes trabalhariam para empoderar seus cidadãos, em vez de restringi-los, reconhecendo que uma sociedade verdadeiramente próspera é aquela que permite a diversidade de pensamentos e a livre troca de ideias.
Fonte : Rádio Itatiaia