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Pivetta descarta intervenção no DAE-VG, mas reafirma intenção em ajudar

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) descartou a intervenção do Estado no Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG). Embora reafirme a intenção do Governo do Estado em auxiliar o Município a solucionar os problemas relacionados ao abastecimento de água enfrentados pelo município, Pivetta afirmou que a hipótese de assumir a operação da autarquia não é considerada neste momento.

Em entrevista concedida nesta terça-feira (14), o governador destacou que em nenhum momento abordou de forma pública ou em conversas fechadas a intervenção no DAE-VG. “Nós estamos estudando medidas responsáveis para ajudar a fazer ou fazer a água chegar em todas as casas, todos os domicílios várzea-grandenses. Estamos estudando isso e as medidas necessárias, como obras e equipamentos a serem adquiridos estarão em um diagnóstico que está em elaboração”.

Na avaliação do governador, que acredita que até o final desta semana haverá um plano completo de ação, é plenamente possível atuar junto ao DAE-VG sem que haja uma determinação judicial voltada à intervenção. “Temos lá um valor muito grande, que são os servidores que conhecem como ninguém conhece os problemas e as soluções que o DAE precisa para cumprir com a sua missão, que é levar água para todos em Várzea Grande”.

Pivetta também descartou, por ora, a possibilidade de concessão dos serviços de água e esgoto à iniciativa privada, atualmente em estudo por parte da administração municipal. “Não somos nós que vamos falar em privatização. Hoje, nenhuma empresa privada tem interesse em assumir o DAE, tanto é que não se fala nisso por ora. Então o que o Estado vai fazer, eu repito, é ajudar a fazer ou fazer diretamente”.

Na semana passada, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou ver com naturalidade a possibilidade de intervenção, recomendada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). “A intervenção a qualquer órgão não é um bicho de sete cabeças. Eu, que sou advogada, entendo que isso é uma forma legal de ter a colaboração do Estado, mas a decisão de pedir cabe ao Ministério Público”.

(Rdnews )